meistudies, 4º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies - Reflexões sobre o ecossistema midiático pós pandemia

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Casas como cápsulas midiáticas durante o período pandêmico
Eduardo Campos Pellanda

Última alteração: 2021-10-18

Resumo Expandido (Entre 450 e 700 palavras)

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No ambiente laboratorial de várias áreas da ciência, costuma-se isolar uma parte do objeto de experimento para contrastar com uma outra amostra. Depois de um tempo determinado será possível constatar alguns resultados derivados da observação. Com raras exceções, é muito difícil simular isto em grande escala no campo das ciências sociais, pois não se pode parar e isolar a rotina de milhares de pessoas. No início de 2020 a maioria dos países industrializados foram forçados a confinar suas populações em suas casas sem um planejamento necessário para esta brusca mudança. Os indivíduos que possuíam um trabalho com base em informação e comunicação puderam se adaptar em modo remoto, quem não achou substituto teve que se apoiar em economias prévias e ajuda dos governos. Independente do modo de sobrevivência, todas as casas foram uma espécie de capsula em que a informação chegava e saia por vários canais, mas principalmente a internet. O período foi uma imersão nos conceitos iniciais de (Lévy, 1996) sobre o ambiente virtual em um momento que as as plataformas (van Dijck, Poell, & de Waal, 2018) e o software (Manovich, 2013) formam um cenário complexo de interações. Os indivíduos não só trabalharam remotamente, mas sociabilizaram, compraram mantimentos e se informaram sobre o mundo a partir de suas capsulas domésticas. A internet, que nasceu de um projeto militar, foi testada no seu limite em um momento de profunda crise global. Em uma realidade onde as duas maiores empresas desenvolvedoras de sistemas operacionais para dispositivos móveis, Apple e Google, que antes da pandemia estavam criando alarmes para os usuários não ficarem muito tempo consumindo conteúdos em telas, tiveram que presenciar uma realidade em que as pessoas imergiram ainda mais dentro do ambiente digital. A preocupação inicial de (Turkle, 2017), onde as pessoas se isolavam dentro das telas mesmo que socialmente juntas de outros indivíduos, ganhou uma nova conotação dentro desta rotina pandêmica. Os bits que entravam e saiam das casas eram os responsáveis pela sociedade continuar funcionando economicamente e socialmente em uma nova realidade de adaptação ao novo sistema. Diversas barreiras pré-estabelecidas de hábitos de consumo foram quebradas por necessidades de sobrevivência, como a maior adoção de governos digitais, home banking ou e-commerce. Este texto, busca então, compreender como este uso da extrema conexão digital pode alterar as relações sociais midiáticas no período pós-pandêmico. Além disso, busca encontrar os elementos que caracterizaram a eficiência da comunicação digital bem como as decorrentes perdas de elementos sociais relativa à falta de trocas presenciais.


Palavras-chave


internet, pandemia, mobile, virtual

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