meistudies, 2º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies - O protagonismo da narrativa imagética

Tamanho da fonte: 
O uso das TIC´s pelas crianças e pelos jovens na educação e o universo do TDAH
Jocimara Costa, Maria Critina Gobbi, Angela Grossi

Última alteração: 2019-09-16

Resumo Expandido (Entre 450 e 700 palavras)

INFORMAR SE PARTICIPOU DO CONGRESSO INTERNACIONAL COMERTEC


Maria Cristina Gobbi[1]

Jocimara Costa[2]

Angela M. Grossi[3]

Resumo expandido

As crianças e os jovens pertencem a uma geração que se encontra fortemente envolvida com os recursos tecnológicos e com facilidade na aprendizagem e no uso dessas tecnologias. Especialmente a nova geração (os nativos digitais) possui habilidades e fácil acesso aos dispositivos móveis, como smartphone, notebook ou tablete etc. Utilizam a tecnologia cotidianamente e em vários espaços, como: em casa, no cinema, na ginástica, no passeio, na praça, no restaurante, andando de bicicleta etc. Do mesmo modo, continuam explorando as tecnologias digitais também dentro do ambiente escolar, como uma forma de estarem constantemente conectados ao mundo em que vivem. Várias pesquisas têm demonstrado que a hipótese de manter distância ou até mesmo sentir-se privado do contato com o universo tecnológico dentro da escola pode resultar em numerosas dificuldades principalmente no processo de aprendizagem deixando-o desmotivado, com perda de foco e de concentração no conteúdo que está sendo ensinado. A desmotivação pode ocasionar outros agravantes no que se refere ao processo de aprender, caminhando desde reprovas até mesmo a desistência do estudante em frequentar a escola. O fator do desinteresse por aprender e da perda de foco, desatenção e hiperatividade, em muitos casos, também, podem ser observados no universo da educação especial. Essas são algumas características encontradas, principalmente, entre crianças e jovens diagnosticados com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o (TDAH). Segundo a ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção), cerca de 3% a 5% das crianças em todo o mundo possuem o Transtorno e na maioria dos casos o TADH acompanha até a vida adulta, onde os sintomas de hiperatividade ficam suavizados. É um transtorno neurobiológico e o fator da hereditariedade pode contribuir para a sua ocorrência, mas não que seja o responsável. Além dos sintomas descritos, de acordo com George J. DuPaul e Gary Stoner (2007, p. 4), o TDAH também pode ser observado no espaço acadêmico no “[...] fraco desempenho em testes, habilidades deficientes de estudo, cadernos, carteiras e trabalhos escritos desorganizados e na falta de atenção às explicações do professor e/ou discussões em grupo”, causando muitas vezes “perturbação” no desenvolvimento de atividades em sala de aula. Mas é importante reforçar que o TDAH não é uma doença ou uma deficiência, é um transtorno assim como a Dislexia e o Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em algumas os sintomas podem ser mais severos. O diagnóstico é clínico, ou seja, feito por especialistas da área da saúde. Assim, é possível afiançar que o Transtorno acarreta a distração, a perda do foco, afetando a memória e apresentando hiperatividade que são características frequentes, comprometendo as habilidades de concentração, de memorização e de aprendizado. Pode chegar, em muitos casos, a afetar também as suas relações sociais. Considerando que toda criança e/ou jovem têm o direito a educação de qualidade, ao respeito e a oportunidade de estar inserido em sociedade, acreditamos que o uso das tecnologias, principalmente na área da educação, pode auxiliar no exercício da emancipação do pensamento, dos saberes e da liberdade de construção crítica do conhecimento. Por isso, é de fundamental importância que o professor direcione o seu olhar para o universo da tecnologia e compreenda que este não representa nem para si e nem para os estudantes uma ameaça ou perigo, mas um ponto de apoio. Quando usada com cuidado e precaução, as tecnologias digitais podem resultar em muitos benefícios, principalmente no processo da aprendizagem. Traçado esse breve panorama inicial, o presente texto busca, através de uma revisão bibliográfica e em resultados sobre procedimentos utilizados em sala de aula, demonstrar que a formação mediada pelas tecnologias deve ser percebida como uma dimensão social, capaz de delinear um sujeito com autonomia para exercer a reflexão crítica e com possibilidade de edificar seu conhecimento. Do mesmo modo, as tecnologias da informação e da educação devem ser vistas como mediadoras das relações de ensino-aprendizagem e das construções culturais resultantes dessa interação.

 

Palavras-chave: TIC; Comunicação; Educação Especial; TDAH.

Palabras clave: TIC; Comunicación; Educación Especial; TDAH.

Keywords: TIC; Communication; Special Education; TDAH.

Referência bibliográfica

Associação Brasileira de Déficit de Atenção. Disponível em: https://tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-tdah. Acessado em: 02 fev 2019.

DUPAUL, George J.; STONER, Gary; tradução: Dayse Batista. TDAH nas escolas. Estratégias de avaliação e Intervenção. São Paulo: M. Books, 2007.


[1] Livre-docente e professora do Programa de Mídia e Tecnologia da UNESP.

[2]Mestranda em Mídia e Tecnologia da UNESP. E-mail: jocimara.costa@gmail.com

[3] Professora do Programa de Mídia e Tecnologia da UNESP e orientadora da Pesquisa.


Palavras-chave


TIC; Comunicação; Educação Especial; TDAH.

Texto completo:

PDF