meistudies, 2º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies - O protagonismo da narrativa imagética

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Redes de informação em arte: o uso de aplicativos móveis para o compartilhamento de conhecimento artístico e cultural da cidade de Goiânia
Alice Fátima Martins, Maria Angélica Soares

Última alteração: 2019-09-26

Resumo Expandido (Entre 450 e 700 palavras)

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O presente trabalho apresenta estratégias para o ensino de arte voltadas à produção e compartilhamento de conteúdos artísticos culturais em plataformas digitais interligadas. As reflexões sobre os processos de aprendizagem são apontadas como meio de propor a utilização de ferramentas tecnológicas como suporte no desenvolvimento de um projeto de educação focalizado na produção e compartilhamento de conteúdos artísticos culturais da cidade de Goiânia em plataformas digitais móveis.

A aprendizagem por meio dos aparatos móveis apresenta possibilidades múltiplas à educação. De acordo com a UNESCO (2014), os aparelhos móveis integram o complexo de TICs mais bem-sucedido da história da humanidade. Eles existem em grandes quantidades, em lugares onde livros e escolas muitas vezes são escassos. Propomos o uso desses recursos como potencializadores de uma educação interativa, colaborativa, contextual e situada, onde acesso a informação independe dos muros de uma instituição. A aplicação móvel como recurso tecnológico no ensino de arte potencializa aprendizagens, e o acesso a informação constrói pontes de comunicação entre espaços artísticos locais e a comunidade. Nesse sentido Sibilia (2012) destaca a importância de “inventar novas armas” apresentando as tecnologias não como sucessoras da educação presente dentro das paredes das instituições escolares, mas como suporte na criação de espaços de encontro e diálogo.

No Brasil, o acesso à arte e à cultura ainda é restrito a uma parcela minoritária da sociedade. Muito se fala sobre a importância do ensino de artes na educação básica como forma de suprir essa carência. No entanto, ainda existem muitos preconceitos e estereótipos no tocante à forma de se ver e produzir conhecimento sobre e em arte nas escolas. A dificuldade financeira para assegurar a locomoção a galerias, museus e espaços de arte e cultura constitui um grande empecilho para professores e estudantes de escolas situadas nas extremidades e nas cidades interioranas do centro de Goiânia, por não fazer parte do cotidiano dessas pessoas, o ensino de artes acaba sendo uma experiência que faz pouco sentido, que desperta de pouco interesse.

Além disso a área de artes é, recorrentemente, tratada como um campo de conhecimento menos importante, dispensável, que funciona, principalmente, como forma de recreação, ou ao qual cabe, sobretudo, o papel de entretenimento, ou de decoração em celebrações das datas comemorativas nas escolas. Tudo isso reflete na forma como as informações sobre produções e espaços artísticos, sobretudo regionais, são apreciados, fazendo com que exista uma carência de referências em arte para educadores/as e, consequentemente, estudantes da educação básica.

O estudo Cultura Digital e Educação: desafios contemporâneos para a aprendizagem escolar em tempos de dispositivos móveis, desenvolvido por Melo e Boll (2014), apresenta uma proposta de conhecimento colaborativo no estudo das mídias móveis, demonstrando alguns aplicativos desenvolvidos por elas “numa linguagem acessível com o intuito de informar e fomentar a criação por professores e estudantes”. As autoras exemplificam o uso da plataforma digital “Fábrica de aplicativos” como um meio acessível para a criação de aplicativos por professores e estudantes de diversas áreas que desejam utilizar das tecnologias móveis como forma de inovação e compartilhamento de conhecimentos.

Essa pesquisa é uma das fontes de suporte para o projeto do aplicativo ArteGyn em conexão a redes sociais populares. O estudo tem como principal motivação, a possibilidade de reunir informações (conteúdos imagéticos e audiovisuais) sobre referências artísticas e culturais da região de Goiânia para educadores/ras da educação básica, estudantes e toda comunidade. Ao motivar a experimentação e exploração de aparatos digitais no campo das artes e seu ensino visamos o protagonismo mais efetivos do ensino de arte como componente fundamental no processo de formação de pessoas criativas, críticas e ativas na sociedade.


Referências

MELO, Rafaela da Silva; BOLL, Cíntia Inês. Cultura digital e educação: desafios contemporâneos para a aprendizagem escolar em tempos de dispositivos móveis. Novas Tecnologias na Educação, v, 12, n. 1, 2014.

SIBILIA, Paula. Redes ou paredes: a escola em tempos de dispersão. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

UNESCO. Communication and innovation. 2014 Disponível em:<http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/communication-and-information/digital-transformation-and-innovation/ict-in-education/mobile-learning/>. Acesso: 16 jul. 2019.

 

 

 

 

APRESENTAÇÃO



Palavras-chave


Cutura digital; Ensino de arte; Plataformas móveis

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