meistudies, 2º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies - O protagonismo da narrativa imagética

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Um mergulho conceitual em imersão, imersividade e afins.
Rubens Cardia, Leticia Passos Affini

Última alteração: 2019-09-16

Resumo Expandido (Entre 450 e 700 palavras)

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As expressões imersão, imersividade, fotografia imersiva e realidade virtual estão amplamente difundidas no imaginário popular, notadamente após a popularização dos meios de tecnologia digital e da internet, entretanto a compreensão da terminologia esbarra na adversidade da confusão de definições; embora tenham conceitos distintos, levam, em alguns casos, a uma interpretação como sinônimos. O presente trabalho apresenta a conceitualização dos termos referentes à imersão, imersividade, realidade virtual e dispositivos imersivos, para uma compreensão das definições utilizadas em relação aos dispositivos imagéticos imersivos, tanto os oriundos da tecnologia digital recente quanto os espaços analógicos de ilusão. Determinou-se como metodologia a revisão bibliográfica, a fim de identificar os conceitos utilizados por pesquisadores, tais como Carvalho (2006), Comment (1999), Davies (1998), Grau (2003), Naimark (2003), Rodrigues e Porto (2013), Silveira (2011) e Zuffo e Lopes (2008), com o objetivo de analisar os pontos em comum, apresentados no intuito de propor uma definição com possibilidade de utilização, independentemente da disciplina,[UdW1] [UdW2] e compreender as funcionalidades dos dispositivos imersivos. O ponto inicial se dá pela analogia da palavra imersão, descrito [UdW3] por[UdW4] Naimark (como citado em Kwiatec, 2010) como “(...) um sentimento de estar dentro e não fora”, ou mesmo pelas palavras de Silveira (2011) que designam “(...) uma vivência em outro espaço, diferenciado do real no qual nos encontramos” e por Carvalho (2006), que nos mostra que a imersão é uma experiência ilusória de realidade e telepresença. Para a definição de imersividade podemos considerar a definição de Grau (2003), que a classifica como a capacidade de um determinado dispositivo ou processo gerar ilusão de imersão ao modificar o estado mental de um indivíduo, com a finalidade de substituir a percepção espacial real, que poderá variar a vivência da ilusão de acordo com a dimensão de envolvimento entre o observador e o ambiente proposto (Silveira, 2011). Amparados nos conceitos supracitados, temos que fotografias imersivas fazem parte de uma classe de imagens destinadas a utilização em dispositivos imersivos e que, em sua essência, contemplam um grande campo de visão, com a proposta de envolver o observador e criar a sensação de telepresença e ilusão de imersão. Para finalizar, temos o conceito de realidade virtual como uma realidade espectral da realidade física, gerada em tempo real por sistema computacional (Rodrigues & Porto, 2013). O trabalho apresenta ainda elementos que caracterizam os dispositivos imersivos, bem como as características inerentes às fotografias imersivas, baseadas em sua projeção imagética. A partir da descrição e da análise dos conceitos de imersão, obteve-se como resultado uma revisão das definições e consequente proposição de novos conceitos de utilização, mais amplos, aliados à sugestão de modificação de terminologia associada ao observador, que modifica seu estado de espectador e/ou interator, para se transformar em parte integrante da imagem contemplada.


Palavras-chave


imersão; imersividade; realidade virtual

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