meistudies, 1º Congresso Ibero-americano sobre Ecologia dos Meios - Da Aldeia Global à Mobilidade

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Inteligência e Senciência em Chatterbots: Um Estudo Acerca do Jogo da Imitação de Alan Turing
Thiago Seti Patricio, Maria da Graça Mello Magnoni

Última alteração: 2019-03-09

Resumo Expandido (Entre 450 e 700 palavras)

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Na concepção de inteligência, a espécie humana é caracterizada como Homo sapiens, ou homem sábio, devido à importância que a inteligência tem para o homem. Dessarte, o homem sempre procurou entender como pensa, “como um mero punhado de matéria pode perceber, compreender, prever e manipular um mundo muito maior e mais complicado que ela própria”. Nesse sentido, a Inteligência Artificial (IA) busca não apenas essa compreensão exposta, mas “também construir entidades inteligentes” (RUSSELL; NORVIG, 2013). Partindo desse princípio, Nakabayashi (2009) colabora ao assinalar que a IA, na etimologia clássica, deriva dos termos em latim, inter (entre) e legere (escolher), em conjunto com artificiale (artificial), que alude a algo fora do escopo da naturalidade, ou seja, algo que provém de produção humana. Hodiernamente, ao adentrar a temática de IA, surgem os robôs de conversação, interfaces móveis e extensíveis de comunicação, que imitam o comportamento humano por meio do diálogo, logo, ao discutir-se a tônica do que seria imitar, faz-se necessário que a qualidade da base de conhecimento de um agente de conversação tenha como um de seus pilares o nível de conhecimento, bem como uma boa associação de perguntas e respostas. Adicionalmente, esse jogo da imitação por assim dizer, surgiu em 1950, com o matemático britânico Alan Turing, em seu artigo “Computing Machinery and Intelligence”, que é tido por muitos como o pai das ciências da computação, e por extensão, da IA. O jogo trata basicamente da possível habilidade de uma máquina em ludibriar um interlocutor humano por meio do diálogo, ou seja, se este não souber dizer ao final do jogo (conversação) se o interrogado é uma máquina, supostamente esta seria inteligente. Partindo desse princípio, a pesquisa trata fundamentalmente dos agentes de conversação denominados chatterbots, cuja finalidade é a de imitar o diálogo natural do ser humano. Dessarte, o objetivo do artigo constitui-se em analisar, a partir de aplicações contemporâneas, como por exemplo, os bots Eugene e Cleverbot, que supostamente teriam passado no Teste de Turing, como também a tecnologia de IA Google Duplex, que é baseada em aprendizagem de máquina e apresentada oficialmente no evento Google I/O 2018; se de fato uma máquina é capaz de passar no Teste de Turing (Jogo da Imitação), sob a luz de conceitos como do Quarto Chinês, de John Searle, assim como também pelos conceitos de Inteligência e Senciência. Os procedimentos metodológicos aplicados a fim de alcançar os objetivos desta pesquisa são essencialmente teóricos, com base em uma análise qualitativa da literatura de Tecnologia da Informação (TI), principalmente livros e artigos científicos e reportagens, com enfoque em IA e chatterbots. O artigo também caracteriza-se como uma pesquisa básica, isto é, uma pesquisa para o desenvolvimento da ciência, sem uma aplicação prática prevista. A guisa de conclusão, o que espera-se como resultado da pesquisa, são as contribuições para o entendimento das diferenças entre Inteligência e Senciência, sob a égide dos avanços do campo da IA, bem como compreender o estado da arte dos chatterbots e sua relevância no que tange ao Jogo da Imitação.

Palavras-chave


Inteligência Artificial; Chatterbots; Teste de Turing; Senciência.

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